O esporte como ferramenta de transformação e excelência é a marca do trabalho de Lucas Apolinário, treinador técnico da equipe Corridas, Saltos, Lançamentos e Superação. O projeto une o Cruzeiro Esporte Clube, o Centro de Treinamento Esportivo da UFMG (CTE-UFMG) e o Instituto Palestra Itália (IPITA), com apoio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, da SEDESE e do Grupo SADA.

Apaixonado pelo atletismo desde a graduação, Lucas iniciou sua trajetória sob a influência dos professores Dr. Márcio Vianna Prudêncio e Dr. Leszek Antoni, referências na área. “Foi no CTE-UFMG que descobri o atletismo e percebi que era ali que eu queria construir minha carreira”, relembra o treinador, que começou em 2019 com um pequeno grupo de saltadores com vara — hoje parte de uma equipe consolidada e vencedora.

Assumir o comando técnico do SADA-Cruzeiro Atletismo é, segundo ele, um desafio que exige excelência e entrega total. “Coordenar um projeto que carrega o nome de uma instituição do tamanho do Cruzeiro é uma responsabilidade imensa. A expectativa é alta, e o trabalho precisa ser de altíssimo nível”, destaca.

Entre os avanços já conquistados, Lucas celebra a identificação e o desenvolvimento de novos talentos, que vêm garantindo medalhas estaduais, nacionais e até internacionais. Apesar disso, ele admite que a descoberta de jovens promessas segue como uma das etapas mais desafiadoras. “Temos métodos eficientes de seleção e acompanhamento, e os resultados são consequência direta desse trabalho técnico e cuidadoso.”

Atualmente cursando mestrado em Ciências do Esporte, Lucas dedica sua pesquisa justamente ao processo de identificação e seleção de talentos tema que se conecta diretamente aos objetivos do projeto. “A ciência do esporte potencializa nosso olhar técnico. No alto rendimento, cada detalhe faz diferença”, afirma.

A equipe, com foco nas categorias Sub-16 e Sub-18, acompanha de perto cada fase da formação dos atletas, contando com o apoio da atleta e assistente técnica Mariah Ruty Peters, medalhista brasileira no lançamento do martelo. “Queremos acompanhar o atleta desde o primeiro treino até o primeiro título”, explica.

Para 2025, o grupo traça metas ambiciosas: fortalecer o SADA-Cruzeiro Atletismo como referência nacional nas categorias de base e manter o padrão de excelência que consagrou o vôlei celeste. “Nosso objetivo é mostrar que o nível alcançado pelo vôlei é o mesmo que buscamos no atletismo. A relação SADA-Cruzeiro é sinônimo de vitória em qualquer modalidade.”

Mais do que resultados esportivos, Lucas enfatiza o impacto social e humano do projeto. “O esporte muda vidas. Muitos atletas e treinadores têm acesso a oportunidades, lugares e experiências que talvez jamais teriam. Isso, por si só, já é uma grande vitória.”

Entre os talentos promissores, o treinador destaca as campeãs Ana Júlia Seixas e Sílvia Vitória Gouveia, que retornam às competições, além das jovens Pérola Duarte, Yara Chaves e Déborah Cruz, que vêm se sobressaindo em provas estaduais. “Temos uma geração de atletas sedentos por conquistas, e isso nos motiva ainda mais.”

Com o apoio da SEDESE, do Governo de Minas Gerais, do CTE-UFMG e do Grupo SADA, Lucas acredita que o projeto caminha para consolidar o atletismo celeste entre os maiores do país. “Estamos construindo algo grande, e é um privilégio fazer parte disso. Queremos fazer história e mostrar que o atletismo do Cruzeiro veio para ficar.”

Em breve, serão divulgadas informações sobre a nova seletiva de atletas do Cruzeiro/Ipita, oportunidade para jovens talentos ingressarem nesse projeto de transformação.